A displasia do quadril é uma das doenças do quadril que afeta milhares de crianças e adultos a cada ano, mundialmente.

Em suma, a displasia do quadril se define pela falta de alinhamento correto entre os ossos da articulação do quadril, que nos adultos, essa condição se apresenta por uma menor cobertura do quadril pela bacia.

A saber, a dor no quadril deve ser investigada o quanto antes, pois em longo prazo pode ocasionar o desgaste (osteoartrose) precoce da articulação, e o tratamento, muitas vezes, é a substituição parcial ou total do quadril.

Entretanto, a displasia do quadril, pode surgir apenas na vida adulta (adquirida do acetábulo), ao invés de ser uma causa malformação congênita identificada logo após o nascimento, assim sendo, os ossos que se formam não são cobertos pela cabeça femoral decorrente de uma falha no desenvolvimento.

A displasia do quadril também pode ser conhecida como:

  • Displasia do Desenvolvimento do Quadril;
  • Luxação Congênita do Quadril;
  • Instabilidade do quadril neonatal;
  • Displasia Acetabular.

As consequências da displasia do quadril é impedir que a articulação do quadril se movimente de forma adequada, e ao longo do tempo, um desgaste surge na região, que a partir daí o processo evolui rapidamente.

Dessa forma, buscar ajuda com médico especializado em quadril é fundamental para evitar a perda de autonomia, uma vez que, a displasia pode permanecer silenciosa por um longo período, ficando evidente quando o quadro já se agravou, não restando muitas alternativas de tratamento.

Anatomia do quadril

A articulação do quadril é composta pelo acetábulo, sendo que, é a segunda maior articulação do corpo humano onde a primeira é o fêmur, que se conecta também com a região pélvica, contribuindo para a boa marcha, garantindo estabilidade e mobilidade em três dimensões.

Já a cavidade articular, ela faz a cobertura de quase metade da cabeça do fêmur, sendo então, responsável pela maior amplitude do movimento do conjunto, que em contrapartida, é vista como uma região vulnerável, pois pode sofrer o risco de deslocamento da articulação do quadril, decorrente de algum impacto ou esforço físico.

O encaixe do quadril (acetábulo) e a cabeça do fêmur são os conjuntos que correspondem aos movimentos de ficar em pé, correr, andar, e pular de forma que não haja atrito e dor. 

A questão é que muitos pacientes procuram o ortopedista imaginando que a causa da dor no quadril seja algo mais sútil, ou porque relacionam com o excesso de trabalho ou “mau jeito” durante a prática de esportes, que é quando por meio da avaliação clínica e imagens de raio-x se encontra a displasia em andamento.

Por isso que a parte musculoesquelética, por um todo, precisa de avaliação periódica, tal como as visitas ao cardiologista ou ginecologista por exemplo, para evitar complicações maiores, como a limitação dos movimentos.

Causas e fatores da displasia do quadril

As causas e fatores que promovem a displasia do quadril são muitas, porém algumas podem ser evitadas, por estarem relacionadas ao estilo de vida, enquanto outras, de ordem genética, não são possíveis evitar, embora o diagnóstico precoce seja um ponto favorável.

Portanto, associa-se a displasia de quadril:

  • Histórico familiar de distúrbios do quadril;
  • Baixo nível de líquido amniótico no útero materno;
  • O posicionamento do bebê durante período gestacional;
  • Primeira gestação;
  • Crianças e mulheres do sexo feminino;
  • Excesso do peso em recém-nascidos e bebês;
  • Bebês de parto prematuro, gêmeos ou múltiplos;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Cigarro (tabaco);
  • Uso de medicamentos anticonvulsivantes pela mãe durante a gravidez;
  • Deformidades congênitas do pé pré-existentes, como pé torto.

Complicações da displasia do quadril

Considerando que a articulação do quadril é uma das principais articulações do corpo humano, impedir que a displasia do quadril evolua é extremamente importante, inclusive, por causar complicações no dia a dia, na qualidade de vida, como:

  • Dificuldade em caminhar de forma autônoma;
  • Recorrência de luxação do quadril;
  • Rigidez (causando limitação) da articulação do quadril;
  • Infecções decorrentes do desgaste, na região articular quadril;
  • Necrose avascular da cabeça femoral (morte do tecido ósseo devido a uma diminuição no suprimento de sangue).

Sintomas da displasia do quadril

Como os recém-nascidos não apresentam dor associada à displasia, o ideal é buscar a avaliação precoce com o pediatra ou ortopedista.

Ainda nos bebês, os pais podem notar diferenças, como a criança andar mancando, na ponta dos dedos do pé, ou ainda, se queixar de uma das pernas.

Contudo, o diagnóstico para a displasia de quadril é feito com testes físicos específicos e exames de imagem como raio X, ressonância magnética ou ultrassonografia, que apresentam alterações no posicionamento do fêmur no quadril.

Os adultos, por sua vez, podem apresentar dores como a principal queixa, em alguns casos, estalidos, problemas para andar (falseio) e até mesmo bloqueios da articulação.

Sobretudo o diagnóstico preciso é feito por um especialista em quadril, e qualquer sintoma, seja em movimento ou repouso, o aconselhamento é buscar ajuda médica, evitando tomar medicações por conta própria, que impedem a descoberta precoce da doença e que podem trazer efeitos colaterais à saúde.

Tipos de tratamento

O tratamento para displasia congênita do quadril, ou seja, focado em bebês, pode ser feito com uso de um tipo de suspensório especial, mais imobilização com gesso na região tórax ou abdômen até os pés, dependendo do grau da condição e tamanho do bebê.

No caso da displasia de quadril em adulto, o tratamento é feito inicialmente de forma conservadora, com indicação de fisioterapia

Entretanto, se o desgaste que envolve a cabeça do fêmur em conjunto com o quadril, tiver sido gravemente afetada, é possível que a cirurgia para reposicionar a articulação do quadril seja sugerida, assim, corrigindo o encaixe que permite o retorno dos movimentos do quadril e fêmur.

Em casos ainda mais graves, é possível que a cirurgia seja indicada para colocação de prótese parcial ou total do quadril, decorrente de um desgaste maior da região, em que o processo de recuperação é um pouco mais longo e que exige adaptações da rotina.

Aqui na Clínica de Ortopedia Dr. Daniachi você conta com especialistas em quadril, que podem lhe dar o melhor diagnóstico quando o assunto é dor na região musculoesquelética, e a displasia do quadril pode ser uma delas.