Quadril

O quadril é uma das maiores articulações do corpo e permite movimentos, isolados ou combinados, em muitas direções. Sua estrutura óssea é composta pela cabeça femoral e pelo acetábulo. 

O acetábulo é formado pela junção de três ossos (ilíaco, ísquio e púbis) e tem parte de sua superfície interna recoberta por cartilagem, tecido especializado que possui características de baixo atrito para o fácil deslizamento das superfícies. 

O lábio acetabular é uma estrutura que contorna o rebordo ósseo do acetábulo e é responsável por auxiliar na estabilização articular e na distribuição adequada da pressão sobre a cabeça femoral e o acetábulo.

Toda a articulação do quadril é envolvida pela cápsula articular, estrutura que auxilia na estabilidade do quadril. Dentro dela está a membrana sinovial, que é responsável por produzir o líquido que lubrifica e nutre a cartilagem.

O trabalho harmônico de toda essa estrutura é fundamental para o funcionamento perfeito do quadril. E, qualquer situação que dificulte esse trabalho em conjunto pode resultar em uma variedade muito grande de sintomas como a dor, a restrição de movimento ou a instabilidade.

As principais enfermidades que podem comprometer o quadril são:

Artrose

A artrose do quadril é a lesão avançada da cartilagem do quadril associada com alterações ósseas, resultando em dor, limitação das atividades diárias e  limitação do movimento. 

Embora tenha sido relacionada ao envelhecimento, o início do desgaste pode estar relacionado a outros fatores como: com alterações mecânicas (sequela de fraturas, impacto femoroacetabular, malformações congênitas – displasia do desenvolvimento do quadril ou luxação congênita do quadril), com doenças inflamatórias (artrite reumatóide, espondilite anquilosante e lúpus) ou com doenças metabólicas (hipotireoidismo e síndrome metabólica).

Necrose da cabeça femoral

A cabeça femoral recebe vasos sanguíneos responsáveis pela sua nutrição, que podem ser rompidos (nos casos de trauma e fratura do colo do fêmur) ou ocluídos por coágulos ou êmbolos de gordura. Isso resulta no infarto da cabeça femoral e a morte das células ósseas.

Impacto femoro acetabular ou Lesão Labrum

Nessa doença ocorre uma ou mais alterações na forma do quadril, que podem ser do tipo CAME, PINCER ou uma combinação deles. Essas alterações ósseas podem provocar um contato anormal entre o colo femoral, o rebordo acetabular e lábio acetabular, causando danos à cartilagem articular.

Tendinites dos glúteos ou Bursite Trocantérica

Essa é a principal causa de dor na região do quadril, que é quando ocorre a inflamação do tendão do músculo glúteo médio e/ou mínimo, associada ou não com diversos graus de ruptura.

Os principais sintomas são a dor na face lateral do quadril que piora ao levantar-se da cadeira ou da cama. Também pode ocorrer desconforto ao caminhar e para deitar/dormir de lado sobre o quadril doente.

Displasia do quadril

É uma malformação da articulação do quadril em que o acetábulo apresenta formação inadequada, existindo um aumento do estresse sobre a cartilagem e lábio acetabular. Isso pode causar ruptura do lábio, lesões da cartilagem e fadiga/tendinopatias dos músculos glúteos.

Dor glútea profunda ou Síndrome do Piriforme

É um distúrbio em que o músculo piriforme, localizado nas nádegas, irrita o nervo ciático. 

Os sintomas incluem dor, formigamento ou dormência nas nádegas e na parte inferior da perna, o que pode piorar depois de se sentar por um longo tempo, subir escadas, caminhar ou correr.

Pubalgia

A pubalgia é um sintoma que está relacionado à dor na região do púbis, ou seja, na união dos ossos da bacia. Ela surge habitualmente associada à prática desportiva, quer seja desporto lúdico ou de competição.